sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um 2011 encantador!!!

PALAVRINHAS DO MANOEL DE BARROS PARA INSPIRAR NOSSAS VIDAS NO ANO VINDOURO...

Aprendo com abelhas do que com aeroplanos.
É um olhar para baixo que eu nasci tendo.
É um olhar para o ser menor, para o insignificante que eu me criei tendo.
O ser que na sociedade é chutado como uma barata - cresce de importância para o meu olho.
Ainda não entendi porque herdei esse olhar para baixo.
Sempre imagino que venha de ancestralidades machucadas.
Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisas do chão -
Antes que das coisas celestiais.
Pessoas pertencidas de abandono me comovem:
tanto quanto as soberbas coisas ínfimas

(...) Pois que inventar aumenta o mundo... Manoel de Barros

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Fórum: vamos debater?

Queridos do Filosofança e todos aqueles que participaram da nossa I Ação no dia 11/12/10. O que acharam do evento? Em que podemos melhorar? Aguardamos suas opiniões e sugestões...
Esse fórum é muito importante para nosso projeto. Beijos ansiosos.

GRATIDÃO...

No sábado passado aconteceu a primeira ação para a comunidade de São Sebastião produzida, organizada e realizada pelo Filosofança. Foi uma grande emoção! Trabalhamos muito para conseguir que esse nosso sonho se concretizasse. Criamos muita expectativa sobre ele, imaginamos milhares de crianças desfrutando das atividades que programamos para elas, mas, embora o público infantil tenha sido pequeno, não ficamos frustrados e sim realizados com todo o afeto compartilhado na manhã do dia 11/12/10.

Nunca pensei que fosse tão complexo organizar um evento e me deparei com o mistério da divulgação. O que garante o público para um evento? Percebi que muitas pessoas recebem os panfletos com um grande sorriso, demonstram interesse, mas o que faz com que no dia do evento elas saiam de sua casa para participar? Confesso que isso ainda permanece um mistério para mim e que agora vou ficar muito mais atenta às divulgações e suas estratégias. Vou pelo menos ler os tantos panfletos que recebo nos sinais, no carro, nos bares, na rua... Quero desvendar esse mistério da divulgação, para realizar novos eventos com um número maior de pessoas curtindo todas as atividades e apresentações que o Filosofança tem para oferecer.

Enquanto novas ações não são pensadas nem planejadas, preciso demonstrar a minha imensa gratidão a todas as pessoas que acreditaram em nós e nos deram apoio para realizar a I AÇÃO FILOSOFANÇA: FAZENDO A DIFERENÇA EM SÃO SEBASTIÃO. A lista de agradecimentos é grande, o que mostra o tamanho da nossa emoção por sermos apoiados. Agradecemos de coração:

- à minha família querida e à família do meu marido;
- aos meus queridos do Filosofança;
- à Sueli, por ter nos oferecido a sua casa para ser o nosso espaço de criação e ensaios e por ter nos ajudado no Bazar Filosofança;
- ao Teo pela arte e carinho;
- à Luiza e Mariana Paiva pelo incentivo constante;
- aos irmãos super artistas Julia e Matheus Ferrari;
- à Jane e Cristina;
- à Mariana, Poli, Mércia e ao Luigi;
- ao Cristian e à sua querida filha Mariana;
- ao Franco Néri do CEPSS;
- a Angélica, querida seguidora do blog;
- à Papelaria Oliveira, principalmente a Simone Brito;
- à Preferida, principalmente a Sueli;
- ao J Ribeiro, principalmente a Girlene Silva;
- ao Supermercado UNIÃO;
- ao Super Nova, especialmente ao Devana e ao Pedro;
- ao MOVIMENTE, principalmente ao Breno e ao Filipe;
- ao Getúlio e ao Aron Luz;
- ao Centrão, CEM 01 de São Sebastião, especialmente à diretora Ineide, à vice Rosângela e ao supervisor Andrei;
- a Sula, pela grande idéia!

Beijos enormes e até a próxima AÇÃO!!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

DIVULGAÇÃO!!!

AMIGOS, NOS AJUDEM A DIVULGAR NOSSO EVENTO NESSE SÁBADO NO CENTRÃO!!! LEVEM SEUS IRMÃOS, FILHOS, SOBRINHOS, ENTEADOS, PRIMOS, AMIGOS, VIZINHOS, NETOS... ESTAMOS OFERECENDO À COMUNIDADE DE SÃO SEBASTIÃO O QUE TEMOS DE MELHOR E QUEREMOS CONTAR COM A SUA PRESENÇA E O SEU APOIO NO DIA 11/12/10! UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

QUERIDOS FILOSOFÂNTICOS, AMANHÃ, DIA 04/12/10, NÃO TERÁ ENSAIO, MAS CONTO COM TODOS VOCÊS PARA REALIZAR AS SUAS TAREFAS PARA A NOSSA
I AÇÃO FILOSOFANÇA - FAZENDO A DIFERENÇA EM SÃO SEBASTIÃO! VAMOS DIVULGAR NOSSO EVENTO! MANDEI UM E-MAIL RELEMBRANDO AS TAREFAS, SE ALGUÉM NÃO TIVER RECEBIDO, POR FAVOR, AVISE. PRECISO QUE TODOS RESPONDAM O QUE FOI PERGUNTADO NA MENSAGEM. 
PARA AQUELES QUE FARÃO O PAS AMANHÃ, BOA PROVA! CONCENTREM-SE PARA FAZER O MELHOR QUE PUDEREM! MIL BEIJOS!

Ingressos para a AÇÃO DO DIA 11/12/10 - SÁBADO!!!

Queridos amigos e entusiastas da sociocultura, a partir de segunda feira, venderemos os INGRESSOS para a nossa AÇÃO DO DIA 11/12/10 - SÁBADO. APENAS R$ 1,00!!! Para garantir o seu, entre em contato conosco (81633316 ou filosofanca2007@gmail.com)!!! TRAGAM os seus filhos, irmãos, cunhados, sobrinhos, enteados, afilhados para cutir conosco uma manhã de muita arte, cultura e diversão!!! Um grande abraço!!!
Foto de Daniela Goulart

terça-feira, 30 de novembro de 2010

DIVULGUEM E PARTICIPEM CONOSCO!!!


Só uma correção: dia 11 de dezembro  de 2010 é SÁBADO!

A idéia é oferecermos atividades artísticas para a comunidade de São Sebastião e arrecadarmos fundos para o Filosofança. Vamos cobrar apenas R$ 1,00 pela participação de cada pessoa na ação, independente da idade, e oferecer a elas oficinas e apresentações de qualidade! Precisamos da ajuda de todos que nos conhecem e de todos os integrantes ou ex-integrantes do Filosofança para nos ajudar a divulgar esse evento e torná-lo uma manhã de alegria, aprendizado e diversão através da cultura. Convidem os vizinhos, a família, os amigos da escola, da igreja, do esporte e de todos os outros locais bacanas que vocês frequentam. Digam para levar seus irmãos, filhos, primos, sobrinhos, enteados, amigos e adultos, eternas crianças, para trocar conosco: oferecemos arte e cultura (o que sabemos fazer) e desejamos receber em troca essa pequena contribuição financeira. Além disso, quem participar poderá comprar livros no Sebo; roupas no Bazar Brechó para o Natal ou para o dia a dia mesmo e belos textos do Blog em suas mãos, escritos pelos integrantes do Filosofança, para presentear amigos e a si mesmo. Ajudem-nos a fazer o evento do dia 11/12/10 bombar!!!


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SEGUNDA HISTÓRIA COLETIVA!!!

Estou sozinha no mundo! E agora? Sem ninguém pra conversar, sem ninguém pra tirar fotos, sem ninguém para beijar...

Na rua deserta comecei a chorar. Chorei, chorei até minhas forças se esgotarem. Depois do choro, veio o silêncio. Passei horas a fio em silêncio e de repente percebi que eu não estava sozinha, mas que foram as outras pessoas que se isolaram nesse mundo. Por que?

Essa situação me fazia mal. Logo eu que gosto de tirar foto na minha antiga Polaroid, de caminhar no parque no final da tarde, de conversar com meus amigos, mesmo que seja apenas para dizer besteiras...

Mas nesse momento senti-me sozinha. Queria procurar um cenário, um fundo para uma super foto com o meu melhor amigo e ele me aconselhou:

- Pegue uma foto que já temos e encontre um belo cenário no 'foto shop'.

Em seguida eu disse aos meus irmãos que precisava caminhar mais, que queria exercitar o corpo. Foi aí que eles decidiram me dar uma esteira de presente. Senti-me sozinha novamente. Precisei muito de um ombro amigo para desabafar, mas só consegui ajuda quando entrei no 'Messenger'.

Eu não sabia o que fazer. O que fazer? Estou sozinha, sem ninguém aqui. Mas descobri que se quero companhia devo me adaptar, mesmo não concordando e sentindo falta daqueles belos momentos que passei. Decidi me infiltrar nesse mundo estranho para tentar resgatar todos que amo e reconduzi-los para a essência inicial; e não simplesmente aceitar o que foi imposto para mim. Confesso que é uma tarefa árdua, cansativa e que posso não atingir o êxito. Passei a mergulhar mais dentro de mim, para poder primeiro me conhecer e falar aos demais seres que nós somos a melhor coisa que existe.
No entanto esse mundo que se faz tão estranho para mim é para os outros uma maravilha, então comecei a pensar que de fato eu estava sozinha. Mas talvez existissem outras pessoas com o mesmo questionamento a respeito disso. Foi ai que comecei a procura por pessoas que quisessem me ajudar no resgate da essência inicial e assim descobri que eu não sou a única no mundo que me sinto só. Isso me deu forças para seguir em frente. Na verdade, descobri que a solidão era mais um antagonista da minha novela chamada vida. Dessa forma, me libertei e descobri que posso ser qualquer personagem do mundo que construir.

Dias depois, ainda firme em meus objetivos, conheci um rapaz chamado Matheus e, conversando com ele, percebi que aspirava às mesmas coisas que eu, que não se contentava com a mediocridade dos seres humanos, que também se sentia sozinho e que, por causa disso, iniciou a mesma busca. A partir daí, eu e Matheus começamos a compartilhar nossas angústias e a pensar em uma possível solução para a solidão.
Ele me disse que a solidão vai e volta, porque sempre a deixamos voltar, basta ter uma decepção. Contou-me que o ser humano é muito difícil de entender, que é capaz de se libertar e de se prender várias vezes por pura falta de atenção. Mas então, eu perguntei:

- Como pensar em uma possível solução para a solidão, se esta às vezes é necessária? Como me prendo e me liberto de uma coisa da qual de fato às vezes necessito?

Eu e meu novo amigo começamos a pensar nessas questões e em como ajudar os outros a entender a solidão. Foi nesse momento que ele me revelou que a solidão não tem cura, mas que tem tratamento: um tratamento baseado no controle de si mesmo e na compreensão das suas origens. E concordou comigo que ela não é só um mal, mas que às vezes é necessária, uma vez que tudo em excesso faz mal e que essa regra não seria diferente para a solidão.

Continuamos a pensar nessas questões por outras longas horas e percebemos que as pessoas, por mais que não saibam, vivem em uma solidão constante. Contentam-se com as poucas coisas que a sociedade impõe, achando muito; adaptam-se a mesmice, não pensam, não questionam e ainda se denominam pessoas felizes. Mas que felicidade é essa? A que você tem em algum momento no trabalho, a de conseguir fazer algo que você já sabia que conseguiria ou a de fazer uma faculdade que você sabe que te dará dinheiro e um bom status profissional, um bom lugar no mercado de trabalho? E depois? O que fazer? O que fazer para mudar essa realidade que está tão enraizada na humanidade? Será que de fato ela é tão prejudicial assim, já que é isso que a maioria almeja?

Eu e Matheus voltamos para casa, cansados e sem respostas, mas felizes por termos nos encontrado e por percebermos que não estamos mais sozinhos. É... Felizes! Embora saibamos que ainda há um longo caminho a percorrer.

COLETIVO FILOSOFANÇA





















terça-feira, 9 de novembro de 2010

Insisto em ver poesia no mundo...

Sonho tanto, tenho tantos planos, tantas idéias, mas algo impede a concretização de tudo isso...
O que estaria me impedindo de realizar o que acredito?
Percebi que é o medo de dar certo.
Que loucura pensar que alguém tem medo de que as coisas deem certo? Mas esse medo existe em mim e eu não posso negá-lo.
O que fazer? Porque para mim o mundo é sempre poético, tem cores e novas possibilidades. Acredito que podemos realizar ações que mudam realidades viciadas, acomodadas. Sinto me verdadeiramente responsável pela manutenção de uma realidade poética, devota do belo e não da indústria do medo.
Mas como realizar? Quero responder essa pergunta, porque ela me atormenta. Sempre penso que faço muito pouco ou que não fiz quase nada da minha vida. Isso dói. No entanto, percebo que o meu julgamento sobre mim mesma é muito rígido, severo, radical, implacável... Sou uma juíza muito feroz comigo mesma.
Então pergunto: por que uma cobrança tão grande, por que tanta insatisfação ou falta de reconhecimento do que já consegui trilhar e conquistar?
Alguém me ajuda a responder? Porque me confesso cega para ter de mim mesma uma visão poética.
E o que adianta lutar pela manutenção da poesia do mundo, se insito em desfazer todas as rimas da minha vida?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PRECISAMOS DE VOLUNTÁRIOS, QUEM SE HABILITA?

Vamos realizar a primeira Manhã com o Filosofança para arrecadarmos dinheiro para o projeto, porque ainda não temos apoiadores.
O evento acontecerá no dia 11/12/2010, no Centrão (CEM 01) de São Sebastião, com Oficinas para crianças; um Bazar para o Natal; um Sebo para vender bons livros a um preço bem baixinho; o projeto Blog em suas mãos, que é a venda dos melhores textos postados em 2010; além de apresentações artísticas, venda de pipoca, algodão doce e de balões com formatos divertidos.

Precisamos de voluntários para nos ajudar na organização e na realização do nosso evento no dia 11/12. Aceitamos qualquer forma de ajuda bem intencionada. Se quiser nos ajudar, entre em contato com a Dili, pelo e-mail: filosofanca2007@gmail.com, ou pelo celular 61-81633316.

Obrigada a todos e nos ajudem a divulgar o evento!!!
 Em breve, postaremos todas as informações.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CRONOGRAMA DO FILOSOFANÇA PARA NOVEMBRO E DEZEMBRO

- dia 13/11/10: sábado 9h, casa da Sueli, ensaio para UNB, organização do TAF e da Manhã no Centrão
- dia 27/11/10: sábado 9h, casa da Sueli, ensaio para UNB, organização do TAF e da Manhã no Centrão.
- dia 08/12/10: quarta 19h as 21h, ensaio geral para UNB e da Manhã no Centrão (quem precisar pode sair um pouco mais cedo e posso levar 4 em casa - aqueles que os pais são mais rígidos)
- dia 04/12/10: sábado 9h, no Centrão, ensaio geral para UNB e organização da Manhã no Centrão (definição de tarefas)
- dia 08/12/10: quarta 19h as 21h, ensaio geral para UNB e organização da Manhã no Centrão
- dia 10/12/10: apresentação no MEXIDO da UNB
- dia 11/12/10: manhã com Filosofança no Centrão em São Sebastião, com apresentações, oficinas para crianças e Bazar, Sebo, Venda de textos do Filosofança, balão, pipoca e algodão doce. Convidem a todos!!!
- Férias!!! Voltamos em Fevereiro...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PROPAGANDA!!!

Parece que o MUNDO INTEIRO está a venda!
Há propaganda em todos os lugares, a todo tempo...
Cansaço mental  dos consumidores exaustos com tanta oferta.
De repente, todos ficaram estressados e começaram a recusar até mercadorias gratuitas.
Problema de saúde pública! Os hospitam começam a lotar.
Eis que o Capitalismo finalmente está sob ameaça...

Infelizmente a ameaça era temporária, apenas um blefe... 
Ele consegue se levantar após os grandes golpes, enxuga o suor e estanca o sangue, é alimentado e incentivado por seus companheiros de luta; recupera suas forças com o apoio daqueles que ainda lucram com suas indústrias, que investem no consumo e na criação de inesgotávies novas necessidades para as pessoas (enquanto Ele esteve abalado muitos produtos geraram euforia e um desejo incontrolável em quem precisa-PRECISA possui-los) e daqueles que, por não questionarem como podem se realizar sendo o que são, desejam ter tudo aquilo que os ditos "bem sucedidos" do Capitalismo conquistaram.

Invejoso
(Composição: Arnaldo Antunes e Liminha)

O carro do vizinho é muito mais possante
E aquela mulher dele é tão interessante
Por isso ele parece muito mais potente
Sua casa foi pintada recentemente

E quando encontra o seu colega de trabalho
Só pensa em quanto deve ser o seu salário
Queria ter a secretária do patrão
Mas sua conta bancária já chegou no chão

Na hora do almoço vai pra lanchonete
Tomar seu copo d'água e comer um croquete
Enquanto imagina aquele restaurante
Aonde os outros devem estar nesse instante

Invejoso
Querer o que é dos outros é o seu gozo
E fica remoendo até o osso
Mas sua fruta só lhe dá caroço

Invejoso
O bem alheio é o seu desgosto
Queria um palácio suntuoso
mas acabou no fundo desse poço

Depois você caminha até a academia
Sem automóvel e também sem companhia
Queria ter o corpo um pouco mais sarado
Como aquele rapaz que malha do seu lado

E se envergonha de sua própria namorada
Achando que os amigos vão fazer piada
Queria uma mulher daquelas de revista
Uma aeromoça, uma recepcionista

E quando chega em casa liga a tevê
Vê tanta gente mais feliz do que você
Apaga a luz na cama e antes de dormir
Fica pensando o que fazer pra conseguir

Invejoso
Querer o que é dos outros é o seu gozo
E fica remoendo até o osso
Mas sua fruta só lhe dá caroço

Invejoso
O bem alheio é o seu desgosto
Queria um palácio suntuoso
mas acabou no fundo desse poço

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COLETIVO FILOSOFANÇA

Mais uma indagação para o COLETIVO FILOSOFANÇA...

Em Brasília, temos acesso a várias apresentações artísticas gratuitas. Há um público cativo(muitas vezes formado também por artistas) que vai a quase todos os eventos, mas, talvez por estar assistindo a muita coisa ou por não ver originalidade nos espetáculos, demonstra uma reação semelhante a quase tudo que assiste: nada o toca ou o comove. Ouvimos muito esse discurso: o espetáculo foi legal, mas não me tocou! Por que será que as pessoas não estão sendo tocadas? O que precisa ser feito para tocar as pessoas, nesse mundo onde a violência foi banalizada? Será que a insensibilidade já dominou as pessoas? Ou isso ocorre pela falta de originalidade dos espetáculos? Mas temos que ser originais sempre? Não há outra forma de tocar, como, por exemplo, pela verdade do intérprete? 

Então vai a questão: O QUE TE TOCA?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ESPAÇO DA GEISE: ela resolveu falar sério!!!

Então, fala Geise, porque NÓS QUEREMOS TE OUVIR!
Tem novos textos!!! Leiam porque a menina começou a falar compulsivamente...
O QUE É QUE A BAIANA TEM?
Tem inteligência, tem!
Tem filosofia de vida, tem!
Tem expressão, tem!
Tem brasileirismo, tem!
Tem autocrítica, tem!
Tem liberdade de opinião, tem!
Tem idéias tortas, tem!
Tem mente pensante, tem!
Tem corpo dançante, tem!
Tem autonomia, tem!

TEM FILOSOFANÇAAAAAA, TEM!
(Geisiane Prazeres Ribas)

QUERIDO DIÁRIO...
Hoje fui visitar a minha amiga MENTE, lá encontrei um monte de IDEIAS: algumas até legais e outras ignorantes.
Aí o ASTRAL começou a ficar estressado, por causa das ignorantes. Então eu me despedi da MENTE e fui visitar outro amigo: o PENSAMENTO. Cheguei lá estava acontecendo a maior festa. Lá estavam os SONHOS ESQUECIDOS, os OBJETIVOS DESTRUÍDOS e também a DESESPERANÇA, que me disse oi. Eu não gosto desse povo, por isso eu só conversei mesmo com a minha melhor amiga: a CRIATIVIDADE. Ela é muito legal e me apresentou o CONSELHO, um cara muito doido. Ele estava acompanhado do CONTROLE que por sinal é muito impulsivo, por ironia do destino. E por falar em ironia, ela também estava lá, a IRONIA, sempre querendo ser melhor que os outros. Coitada da HUMILDADE, ela é sua cobaia predileta.
Mas eu estranhei uma coisa e questionei: se o PENSAMENTO odeia
SONHOS ESQUECIDOS, OBJETIVOS DESTRUÍDOS – esse povo chato – o que eles estavam fazendo ali?
E ele me disse:
- Estão de RECUPERAÇAO.
(26-9-2010- Geisiane Prazeres Ribas)


QUERIDO DIÁRIO...
Hoje foi um dia tenso pra mim, passei o dia inteiro pensando em como construir uma vida sem que nada desse errado.
Hoje eu fui levar o puff, meu cachorro, ao veterinário para uma consulta de rotina.
O veterinário disse que puff só teria mais alguns dias de vida .
Pensei em o que puff iria fazer nesses últimos dias de vida e logo relacionei a sua situação à minha vida.
Fiquei me perguntando o que faria se só tivesse mais alguns dias de vida.
Comeria tudo o que nunca comi?
Andaria em uma montanha russa o dia inteiro, todo os dias? (eu nunca tive coragem de me aproximar de uma)
Iria escrever muitos poemas, para deixar de lembrança aos outros?
Faria tudo o que sempre quis fazer, sem me importar com as conseqüências? (porque eu vou morrer daqui alguns dias mesmo)
Ou continuo a minha curta vida, normalmente, como se nada fosse me acontecer?
Na verdade eu não sei o que faria...
Mas puff, coitado, farei com que viva os melhores últimos dias de sua vida.
(27-9-2010- Geisiane Prazeres Ribas) 


JURAS
Juramos sempre lutar por nossos ideais
Juramos nunca desistirmos das lutas e batalhas da vida
Juramos ser leais, honestos e ter bom coraçâo
Juramos sempre enfrentar nossos medos
Juramos ser fortes e nunca fraquejar em nada
Juramos sempre desejar o bem e nunca ter inveja
Juramos ajudar sempre que for preciso
Juramos amar sem fronteiras
Juramos superar tudo o que nos deixar aflitos
Juramos sempre aprender com as vitórias e erros
Mas também juramos não cumprir nada
Juramos ser nós mesmos
JURAMOS SER SERES HUMANOS
(Geisiane Prazeres Ribas)


QUERO LIBERDADE
Quero liberdade de expressão, de gritar, pular e dar minha opinião.
Liberdade de ser feliz de correr sem rumo como eu sempre quis.
Quero liberdade de fazer o que eu quiser,
com ou sem consciÊncia.
Quero liberdade de viver , de ter amigos.
Liberdade para ser egoísta ou não
Quero liberdade pra dançar no mundo inteiro,
pra filosofar o dia inteiro,
pra brigar e fazer as pazes.
Quero liberdade pra tomar decisões.
Liberdade pra mim.
E, principalmente, de mim mesma.
(Geisiane Prazeres Ribas)
 
 
APRENDIZAGEM
APRENDI QUE DOIS É MAIS FORTE QUE UM
E PODE VENCER MILHARES.
QUE A VIDA NÃO NOS GUIA,
NÓS A GUIAMOS
E QUE O DESTINO SOMOS NÓS.
APRENDI QUE O SORRISO
É A FORMA MAIS BARATA DA BOA APARÊNCIA.
APRENDI QUE QUANDO GANHAMOS É PORQUE ACERTAMOS
E QUANDO PERDEMOS APRENDEMOS.
APRENDI QUE A FAMA VEM DO SUOR.
APRENDI QUE A MUDANÇA É NECESSÁRIA,
QUE TUDO PASSA
E QUE O DINHEIRO "COMPRA" FELICIDADE, EM ALGUNS CASOS.
APRENDI QUE O PENSAMENTO É MAIOR QUE O UNIVERSO,
QUE IDEIAS SÃO PEIGOSAS AS VEZES.
APRENDI QUE A VIDA É UM CRONÔMETRO,
UM DIA PÁRA.
(Geisiane Prazeres Ribas)


PARA TUDO TEM RESPOSTAS ?
PARA QUE IR A LUA SE JÁ TEMOS A TERRA?
POR QUE QUERER TODO O UNIVERSO?
POR QUE IMPLICAR COM GENTE QUE NÃO É TÃO IMPORTANTE?
DE QUE ADIANTA TER LIBERDADE E NÃO USAR?
PARA QUE TER TALENTO E NÃO DEMONSTRAR?
POR QUE SEMPRE QUERER FAZER TUDO AO MESMO TEMPO?
PARA QUE SEGUIR A ROTINA, SE PODEMOS SAIR DELA?
VOCÊ É O QUE PENSA?
(Geisiane Prazeres Ribas)


INDAGAÇÕES
Você já parou pra pensar que as vezes o ser humana é esquisito?
Faz coisas por impulso e quando tenta consertar já é tarde;
acredita em coisas que não têm como provar
se existe ou se não existe?
Sofre por besteiras.
Pensa coisas idiotas; úteis também.
O ser humano sempre tenta consertar coisas
que não precisam ser consertadas.
Com a triste mania de querer perfeição;
coisa que não existe.
Ou existe? Eu não tenho como provar.
Sempre supersticioso,
faz tantas promessas e não cumpre nenhuma.
Quando fala em Deus, olha pra cima,
no diabo, olha pra baixo.
E se for ao contrário?
Ele não sabe... Ele não tem como provar.
(Geisiane Prazeres Ribas)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ESPAÇO DO PROTESTO!!!

PROTESTO,
porque não temos mais tempo para parar, respirar e desfrutar!
Porque corremos tanto sem saber onde queremos chegar!
Porque não conseguimos mais ficar à toa sem sentir culpa!
Porque temos que fazer alguma coisa e se possível que seja considerada útil!
Porque não conseguimos parar nem para ler um POST no BLOG!
Porque defendemos o excesso de objetividade para não perder tempo!
Porque não nos damos tempo de "perder" tempo!
Porque as pessoas não respeitam a vontade de divagar, de pensar e de publicar o que pensamos, mesmo que seja em 100 linhas!
Porque as pessoas estão cansadas, com tanta preguiça, mas nunca têm tempo para fazer nada!
Porque temos que nos adaptar à ansiedade do outro!
Porque os outros não respeitam o nosso tempo!
Porque os outros nos impõem uma percepção de tempo, mas se esquecem que cada um percebe o tempo de uma forma única!
Porque as pessoas, principalmente as que fazem parte do projeto, não param para ler os posts e postar no blog!
Porque as pessoas não têm mais tempo e muitas vezes nem vontade de cultivar o diálogo!
  
Muitas protestos...
Manifestem-se, mesmo que contrariamente! O blog aceita posts de todos os tamanhos e formas, podem ter até 1000 páginas, porque todas serão lidas; sem preguiça.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ATENÇÃO!!! Fernanda Bevilaqua e Patrícia Arantes em BSB, diretamente do Uai Q Dança de Uberlândia-MG

O Núcleo Alaya Dança e o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República convidam para a V Mostra de Intérpretes-criadores


Tema: Metáforas Espaciais
Local: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Restaurante)
Data: 19 a 26 de Setembro de 2010
Horário: 20h
                                                                                              http://danceuai.blogspot.com/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DANÇA e FILOSOFIA

"Quem se dedica à Filosofia põe-se à procura do homem, escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejo de partilhar com seus concidadãos, do destino comum da humanidade" Karl Jaspers (filósofo alemão, 1883-1968)

"Dança é a única arte na qual nós mesmos somos o material de que ela é feita." (Ted Shawn)
                         
                             O pensador, Auguste Rodin                                       

"Eu sou corpo, por inteiro corpo e nada mais". (Dos Desprezadores do corpo)

"A Filosofia não se fecha em si mesma, ensimesmada, mas abre-se sempre a outrem, busca a relação." Silvio Galo (filósofo brasileiro, professor da UNICAMP)

                                           A dança, Henri Matisse

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

COLETIVO FILOSOFANÇA

O COLETIVO FILOSOFANÇA é a organização do projeto antenada aos assuntos da contemporaneidade, sem hierarquia, sem censura, expressando-se pelas várias mídias e linguagens artísticas, criando tudo coletivamente, apresentando-se em diferentes espaços, buscando inovar (ou ao menos discutir se hoje isso ainda é possível), interagir e dizer alguma coisa - filosofar, claro!

O COLETIVO É O ESPAÇO PLENO DA LIBERDADE DE CRIAÇÃO... Mas de toda essa liberdade deriva um problema:

- O que fazer ou o que fazer primeiro, se posso fazer o que quiser?

Notícia de grande importância!!!

Além de já termos dois integrantes do Filosofança, a Gabrielle Barreto e o Devid Luiz Silva, no caminho de se tornarem filósofos profissionais - cursam Filosofia na Universidade Católica de Brasília - agora teremos a primeira integrante a se profissionalizar na dança. A Géssica Fernandes foi aprovada e começou a cursar, nesse semestre, a Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Brasília.


É o Filosofança crescendo e aparecendo: estamos nos pés do caminho ou no caminho dos pés que filosofam...

PS: há também o nosso futuro enfermeiro, o Luis Gustavo dos Santos, que já cuida dos filosofânticos com o maior carinho!!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Segunda história COLETIVA. Continue...

Olá COLETIVO Filosofança, vamos escrever outra história juntos? Peço que fiquem atentos às regras descritas abaixo e utilizem a citação de Kant como inspiração.


CITAÇÂO: “É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta, etc., então não preciso esforçar-me eu mesmo. Não tenho necessidade de pensar, quando simplesmente posso pagar; outros se encarregarão em meu lugar dos negócios desagradáveis”. IMMANUEL KANT.

REGRAS: fique atento à postagem anterior para que a sua contribuição seja coertente, clara. Permita-se imaginar! Esse é um exercício coletivo de imaginação, por isso, ouse no texto; vale viajar na maionese. Por fim, sempre que alguém quiser que a história continue, coloque reticências no final da postagem (...), mas, quem achar que ela chegou ao fim, encerre com um ponto final (.). Em seguida, ela será publicada na íntegra.

Estou sozinha no mundo! E agora?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Nossa primeira história COLETIVA!

Um monstro?

Ontem conheci o meu Dragão. O seu nome é Desamor. Descobri que ele habita o mais íntimo da minha alma e que está tão enraizado dentro de mim, que não consigo me livrar dele. O jeito foi aprender a conviver com sua presença, por muitas vezes desagradável, mas logo fui me acostumando.

Um dia, enquanto passeava pelas ruas da cidade, algo me chamou a atenção... Era enorme e sombrio e sua cor era a cor da minha alma. Eu não sabia se conseguiria suportar aquilo dentro de mim, acusando-me das coisas, como se fosse um algoz sem piedade, perturbador. Eu senti que ele poderia me destruir. Tentei ignorá-lo, fingir que não habitava em mim, porém, quando menos esperei, ele ressurgiu e mostrou uma de suas faces mais horríveis: a crueldade.

Foi naquele dia, enquanto eu passeava pelas ruas da cidade, que eu percebi que todas as pessoas estão acorrentadas a seus dragões. E isso despertou ainda mais a minha atenção, pois esses dragões vivem na parte mais escura e profunda de nosso ser. Essa morada é como uma caverna escura, úmida e fria, onde ele se alimenta de todos os nossos medos e inseguranças, se tornando cada vez mais forte para, no momento certo, devorar o seu dono. Não devia me acostumar com tal besta, e sim enfrentar a face do meu inimigo mais intimo. Então me perguntei: como vencer o meu próprio dragão? Como vencer suas armadilhas? Como realmente retira-lo do meu ser?

Sinto-me fraca, sem forças para lutar. Arrasto-me pelas ruas -completa desolação - pois sei que ele é mais forte do que eu e que precisarei ser mais forte, para não cair nesse profundo calabouço, onde esse dragão insiste em me manter refém. Mas de repente percebo que, sendo leal comigo, não desanimando, tendo coragem de lutar, respeitando a mim e aos outros, talvez possa me livrar dele. Mas isso certamente não será fácil...

Depois de tanto pensar em como resolver essa questão, criei coragem, vesti minha melhor armadura e fui encará-lo frente a frente. Em meus pensamentos imaginava-o um ser monstruoso: dez cabeças, duas caldas longas e espinhosas, asas enormes, muitos olhos vermelhos como sangue e cinco cabeças cuspindo fogo em qualquer um que fosse enfrentá-lo. Tive muito medo e senti que sozinha não conseguiria enfrentá-lo. Por um momento recuei...

Logo depois, entretanto, descobri que precisava de ajuda. Foi quando resolvi reunir meus melhores aliados: a confiança, com todo seu poder de acreditar em si mesma; a piedade, com toda sua vontade de ajudar; a humildade, que me ajudou a reconhecer que cada um tem seus potencias e seus defeitos, mas que não existe ninguém auto-suficiente, porque sempre precisamos de alguém para nos tornar mais fortes; a inteligência, que me ajudou a criar estratégias de combate; a união, que me ajudou a organizar meus aliados, tornando-nos um grupo; o respeito, que nos ajudou a ver e nos colocar no lugar do outro; a felicidade, que encheu o lugar com toda a sua magia; a simplicidade, que nos ajudou a perceber que devemos nos surpreender mais com as coisas e nos mostrou como não sermos tão fechados e previsíveis; a criatividade, que veio toda desvairada com mil idéias diferentes de combate e, a coragem, que, unida à confiança, nos deu um empurrãozinho para enfrentarmos nosso temido inimigo, pois nos convenceu que poderíamos derrotá-lo.

Enfim, meu exército estava reunido. Eu à frente, a coragem e a confiança ao meu lado, a humildade, a piedade, o respeito e a simplicidade atrás de nós, a criatividade, a união e a inteligência com o nosso contra-ataque e a tímida felicidade ao fundo, deixando o ambiente leve, auxiliando-nos a mostrar o nosso melhor. Mas ainda faltava algo para completar o exército...

Eram eles, os meus semelhantes, pessoas que também estavam acorrentadas a seus dragões. Dragões que cada vez mais as levavam para a escuridão do desânimo, para a amargura e a tristeza. Convidei-os para me seguir, ensinei-os a preparar suas armas, a acreditarem em si mesmos e, juntos, formulamos estratégias coletivas aguardando o momento certo para atacar.

Com isso, descobri que, para vencer meu dragão, não basta meu esforço solitário, porque os dragões dos outros também me afetam. Não basta que eu me volte ao meu "eu" mais profundo e desvende meus próprios desejos e vontades. É preciso também ajudar os meus semelhantes. Somente assim a guerra pode enfim acabar. Mas como fazer tal proeza? Como conseguir ajudar meus semelhantes que, muitas vezes tão habituados a seus dragões, nem se dão conta que precisam de ajuda? Não tenho resposta!

O dragão não afeta só a mim, mas a todas as outras pessoas que estão ao meu redor. Dessa forma, procurei descobrir como me ajudar, porque, com isso, quem sabe, conseguiria ajudar essas pessoas a também se libertar. Poderia oferecer-lhes o meu amor, a minha compreensão, o meu afeto; embora isso não bastasse para acalmar as suas feras. Cada pessoa também precisaria se ajudar, conseguir sentir a si mesma, conhecer o amor próprio e, quiçá, o amor incondicional.

Amor (risos)... Amor? Aquele que, às vezes, pode afogar o meu eu? Esse afogamento, no entanto, pode ser evitado. Basta que eu me encontre também com a dor. Havia me esquecido dela. Sinto a dor, porque ela pode me curar desse fugitivo amor. Ele, excessivo, também se torna uma falácia. Mas quem disse que o amor é ele? Pode ser ela ou qualquer um: indivisível, hipócrita, estúpido, cretino, assassino...

Então o que faço para me sentir mais profunda e intensamente? Descobri que isso é possível se eu, ao invés de querer eliminar o meu dragão, conseguir me transformar nele. Mas para isso não há regras, porque o monstro é uma imitação do ser humano; existe no e pelo jogo dos extremos. Então, se eu for ser humano o bastante, desacredito naquilo que estou falando, que estão falando, que podem falar... E então, nesse momento, sou o próprio DRAGÃO!
(COLETIVO FILOSOFANÇA)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MÁRCIA DUARTE, CHICÃO E FILOSOFANÇA: levante a mão quem quer jogar!!!

Nesta quarta-feira, a diretora, coreógrafa e professora Márcia Duarte fez uma visita ao Centro Educacional São Francisco de São Sebastião (onde estudam vários integrantes do Filosofança) para passar aos alunos dessa instituição de ensino um vídeo-aula sobre o espetáculo “Humos/Kaos, Levante a Mão Quem Quer Jogar”, que surgiu a partir de uma adaptação de jogos-cena criados no processo do espetáculo Húmus e como conclusão da sua tese de doutorado “quando a dança é jogo e o interprete é jogador: do jogo ao corpo do jogo a cena”, que tem como principal objetivo encontrar novas formas de expressão cênica para quebrar o tabu dos estilos fechados. A idéia era montar uma improvisação na dança, como no teatro, ao invés de uma coreografia preparada. Porém, como elaborar uma improvisação na dança fazendo com que os dançarinos interajam entre si com a linguagem corporal criando uma cena sem um planejamento prévio? Foi justamente esta questão que Márcia procurou responder tendo em vista o tema vida e morte, levando em consideração que a única certeza da vida é a morte. Por isso se inspirou no mito do deus grego Dionísio, deus do vinho, da festa. A partir da construção de jogos simples como “corda-cobra” e “caça e caçador”, para que houvesse uma participação do público na formação da dança, que deixa de ser “contemplativa para ser participativa”, o projeto busca a construção de um percurso individual, mas que necessita encontrar com outros interpretes para executar os jogos em grupo, ou seja, partindo de uma construção individual para depois integrá-la ao grupo. O espetáculo mostra, através das brincadeiras infantis apresentadas, um antagonismo entre o imaginário e o real. Por exemplo, a criança brinca de corda e a corda, em determinados momentos da vida, pode se transformar em uma arma fatal. Conforme o jogo se desenvolve as regras vão se tornando mais difíceis, como se os interpretes tivessem que passar por níveis em um jogo de vídeo game. Cada jogo é um rito de passagem que se associa ao prazer da vida que só existe se houver dor. Há também uma interprete que de olhos vendados representando o “destino cego”. Este escolhe quem vai jogar e no final do espetáculo, após matar a todos, dá crises de risos. A improvisação coletiva transmite uma mensagem de evolução relacionada com tempo, ou seja, o tempo passa, um dia deixamos de ser crianças, no outro já estamos velhinhos e logo chega a morte; isso nos faz refletir se estamos aproveitando cada segundo sem deixar que os problemas que nos rodeiam nos perturbem e façam com que joguemos o nosso tempo no lixo. “Se a morte é a paga da vida que se faça valer o prazer de viver!” (Yasmin Gomes)




JOGO PERSONAL

UMA CENA EM JOGO
CONFRONTO-TE E VOCÊ ME RESPONDE
NÃO SEJA TÃO DRAMATICO
VAMOS DESENVOLVER O MOVIMENTO


VAMOS RESOLVER QUEBRANDO A REGRA
QUERO SER O FOCO
VOCÊ É MINHA DISTRAÇÃO


A MENOS QUE VOCÊ ACHE A SAÍDA
TU SERÁS O JOGADOR
E EU A CRIAÇÃO


O TEU ESTILO É INVISÍVEL
MEU REFLETIDO NO ESPELHO
QUESTIONA A VIDA NA MORTE


A GENTE JÁ MORRE AO NASCER
ENTRANDO EM UM JOGO VIRTUAL
ONDE A SOMBRA É A PRÓPRIA LUZ


GASTANDO ENERGIA E A DIVINDADE
ENTRANDO EM TRANSE NO CONTATO PRESENTE


JOGO, FESTA, RITUAL, FILOSOFIA
NO ESPETÁCULO DA DANÇA


O QUE DEMORAMOS EM DEZ ANOS
FAÇO EM SEGUNDOS NA POESIA
VOCÊS PARTICIPAM COMIGOS!


AUTORIA: MIGUEL POETA
DATA: 25/08/2010
HORA: 10:44 am
INSPIRAÇÃO: DESTINO CEGO, PROFESSORA DE DANÇA, MARCIA E DILI

MOVI MENTE...

Eu movimento
O Movimento
movi      ment 
o
Tudo é
m o v i m e n TO

Tudo dá
m oVI m e n t o
incondicional...

terça-feira, 24 de agosto de 2010


“Estar no mundo sem fazer história, sem por ela ser feito, sem fazer cultura, sem tratar sua presença no mundo, sem sonhar, sem cantar, sem musicar, sem pintar, sem cuidar da terra, das águas, sem usar as mãos, sem esculpir, sem filosofar, sem pontos de vista sobre o mundo (...), sem aprender, sem ensinar, sem idéias de formação, sem politizar não é possível” (Paulo Freire).

sábado, 14 de agosto de 2010



O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA

" Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto no final da frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus despropósitos." (Manoel de Barros)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ESPAÇO DA DESCOBERTA

Compartilhe conosco o que despertou o seu interesse, a sua curiosidade e te fez refletir nos últimos tempos... Não permita que a sua sensibilidade fique adormecida, por isso sinta o mundo e se espante com ele.

 "Eu tô te explicando pra te confundir
  Eu tô te confundindo pra te esclarecer
  Tô iluminado pra poder cegar
  Tô ficando cego pra poder guiar." (Tom Zé)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Continue a história...

Vamos escrever uma história juntos?
Esse convite é necessário para que ela pertença a todos que sentirem a vontade de contribuir com a sua construção. 
PS: sempre que alguém quiser que a história continue, coloque reticências no final da postagem (...), mas, quem achar que ela chegou ao fim, encerre com um ponto final (.). Em seguida, ela será publicada, na íntegra, nese link.




         Ontem conheci o meu Dragão. O seu nome é Desamor...


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os desabafos de um pensante-dançante ou dançante pensante

 Hoje só quero desabafar.
Compartilhar com o mundo os fragmentos da minha dor,
as alegrias das descobertas
e a angústia do indeterminado: não saber como agir, o que seguir, quando partir e o porquê de sentir tanto.

Vivo a fase Dom Quixote de um ser a muito inadequado.
 O que é ser adequado?
 É se enquadrar nas regras preestabelecidas para a convivência em certa sociedade? É representar o papel social ao qual você se destina como mulher, como mãe, como professora, como bailarina? É ouvir mais do que falar? É conseguir falar mais do que ouvir? É ter o poder social? É ter o poder da situação? É dominar os outros? É ser dominado pelos outros? É ser obediente? É ser teimoso? É ser humilde? É ser impositivo? É ser isto ou aquilo? É ser isto e aquilo?
  Lembrei-me da música "Dom de iludir" do Caetano, especificamente do trecho cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...
  Dói ser Eu Mesma - myself - sentir o mundo tão profundamente! Cada experiência, uma grande emoção. Ver o mundo com olhos sensíveis, na beira do pranto... Pronto para expressar a intensidade de cada momento. Ir fundo, no fundo, no fundo do poço? Que poço é esse e que água ele reserva? O poço do sentir, da intensidade da sensibilidade, do querer e gostar de sofrer para aprender, para crescer, para melhorar. O poço do pranto, com as lágrimas da minha alma que sente profundamente o mundo em cada respiração, e em cada ação.
  Para Pessoa, o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a sentir que é dor, a dor que deveras sente... Eu sou um sentidor. Sinto tão completamente que chego a sentir que é dor, a dor que deveras sinto... Sinto deveras... Devo sentir? Não devo nada a ninguém; só sinto completamente. Sou condenada à sensibilidade e não à liberdade, como disse Sartre.

DOM DE ILUDIR (Caetano Veloso)

Não me venha falar
Na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...


Não me olhe
Como se a polícia
Andasse atrás de mim
Cale a bôca
E não cale na bôca
Notícia ruim...


Você sabe explicar
Você sabe
entender tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem...

Você diz a verdade
A verdade é o seu dom
De iludir
Como pode querer
Que a mulher
Vá viver sem mentir...

AUTOPSICOGRAFIA (Fernando Pessoa)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
                   _____

Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
               _________

POEMA EM LINHA RETA
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
                                                                        Poema extraído do livro "O EU PROFUNDO E OS OUTROS EUS", Fernando Pessoa, antologia poética, editora Nova Fronteira)


         Sou racional pelo meu corpo. Não consigo mais pensar sem sentir nem sentir sem pensar!
  A angústia é um pensamento ou um sentimento?
  Reverbera em meu corpo os pensamentos angustiados, que tomam conta de mim. Também o tremor do meu corpo angustiado me faz pensar no porquê de cada ato, de cada desejo, de cada escolha (mesmo que seja um questionamento que não encontre nenhuma resposta).
  E novamente Caetano entoa meus pensamentos... Lembrei-me da música:

DESDE QUE O SAMBA É SAMBA (Caetano Veloso)

A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora

Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora

Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador




     Não sei se preciso que concordem e/ou que discordem de mim; que me ignorem e/ou que me mimem, fazendo me importante em seus mundos.
     Só sei, nesse instante, que quero compartilhar as fragilidades da minha alma. Preciso expor a minha humanidade transbordante...


MAS CONFESSO QUE GOSTARIA  QUE COMPARTILHASSEM COMIGO AS SUAS FRAGILIDADES; SE AS TIVER, CLARO.